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A pressão sobre o euro, a libra esterlina e outros ativos de risco aumentou significativamente, e o dólar americano voltou a ser procurado por motivos objetivos.
Durante as tensas — mas infelizmente infrutíferas — negociações do fim de semana entre os Estados Unidos e o Irã, questões-chave permaneceram sem solução. O destino do Estreito de Ormuz — rota marítima vital por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial — é particularmente preocupante: o estreito permanece fechado, e as chances de reabertura no curto prazo são mínimas. Ao mesmo tempo, os avanços relacionados ao programa nuclear iraniano continuam insatisfatórios. A falta de consenso sobre os níveis de enriquecimento de urânio e sobre as inspeções por agências internacionais alimenta receios quanto à possível intenção de Teerã de desenvolver armas nucleares. Essa incerteza cria um ambiente propício para uma nova escalada do conflito militar.
Considerando que não há dados relevantes para a zona do euro e o Reino Unido na primeira metade do dia, é bastante provável que a pressão sobre o euro e a libra esterlina persista. A ausência de novos indicadores econômicos que possam sustentar o otimismo ou, por outro lado, reforçar o sentimento baixista, deixa o mercado em um estado de relativa inércia. Traders e investidores, diante da falta de novas informações, tendem a se concentrar nas tendências e no sentimento já existentes, bem como nas notícias do Oriente Médio. A ausência de relatórios relevantes para o Reino Unido hoje também indica que não são esperados catalisadores significativos para uma reversão de tendência no curto prazo.
Se os dados vierem em linha com as expectativas dos economistas, o mais adequado é atuar com base na estratégia de Reversão à Média. Caso os dados fiquem significativamente acima ou abaixo do esperado, a estratégia de Momentum tende a ser a abordagem mais apropriada.