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16.04.2026 06:15 PM
O petróleo registra ligeira queda na Ásia, impulsionado pelas esperanças de negociações entre os EUA e o Irã

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Na quinta-feira, durante a sessão asiática, os preços do petróleo recuaram levemente, à medida que os investidores avaliavam a possibilidade de novas negociações de paz entre os EUA e o Irã antes do término do cessar-fogo temporário na próxima semana. A cautela também prevaleceu antes da divulgação de dados relevantes sobre o crescimento econômico da China, maior importadora de petróleo do mundo.

Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) recuaram 0,4%, para US$ 90,90 por barril às 03h42 (23h42 GMT). Os movimentos de preço ocorreram em meio a um ambiente de incerteza quanto a possíveis interrupções logísticas e de oferta relacionadas ao conflito envolvendo o Irã.

No início desta semana, o petróleo havia registrado quedas acentuadas após autoridades americanas voltarem a sinalizar a possibilidade de avanços diplomáticos, na sequência de negociações frustradas no fim de semana. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as conversas podem começar nos próximos dias e que o fim do conflito está "próximo".

Ao mesmo tempo, Washington indicou ter imposto, na prática, um bloqueio naval ao Irã — medida que pode dificultar as negociações e elevar os riscos para a infraestrutura marítima na região.

Os traders seguem monitorando de perto o Estreito de Ormuz — um ponto estratégico crucial para o transporte global de petróleo e gás. Relatos indicam que alguns navios e petroleiros atravessaram o estreito nesta semana. A Reuters também informou que o Irã pode considerar permitir a passagem de embarcações pelo lado omanense de Ormuz, sem risco de ataque, como parte de um possível acordo de paz futuro.


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Embora o frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã aparentemente tenha se mantido até quinta-feira — sem relatos de novos ataques desde o fim da semana passada —, ele está previsto para expirar em 21 de abril.

Separadamente, surgiram informações na quarta-feira de que os EUA planejam enviar mais de 10.000 militares adicionais para a região, o que aumenta os riscos de uma nova escalada do conflito.

Desde o início do conflito com o Irã, o petróleo chegou a subir brevemente até US$ 120 por barril, mas esse movimento não se sustentou. A pressão veio de liberações significativas de petróleo das reservas estratégicas das principais economias. Alertas da AIE e da OPEP sobre uma possível desaceleração da demanda, em função das disrupções associadas ao conflito, também contribuíram para o viés negativo.

Uma questão-chave para o mercado segue sendo a posição de Washington em relação a qualquer acordo de cessar-fogo: os EUA exigem a reabertura total das rotas de transporte como condição para um acordo.

Para os traders, isso significa que, mesmo com a continuidade do discurso diplomático, a dinâmica dos preços dependerá de sinais concretos sobre a situação no Estreito de Ormuz e as condições de navegação, além das próximas divulgações de dados macroeconômicos da China.

Andreeva Natalya,
Analytical expert of InstaTrade
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