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26.05.2026 08:47 PM
Preço do petróleo dispara após ataques dos EUA ao sul do Irã

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Os preços do petróleo voltaram a disparar depois de os EUA terem realizado ataques no sul do Irã e as negociações com Teerã terem emitido uma série de sinais contraditórios. Isso é importante para o mercado porque notícias desse tipo afetam diretamente a oferta e os preços.

Na terça-feira, o Brent negociava em alta. Às 10h45, hora de Londres, os futuros do Brent para julho subiam 3,4%, para US$ 99,39 por barril. O WTI com vencimento em julho era negociado a US$ 92,85, cerca de 3,9% abaixo do fechamento de sexta-feira (não houve negociação de WTI na segunda-feira devido ao feriado do Memorial Day nos EUA).

Forças dos EUA afirmaram que "realizaram hoje ataques em autodefesa no sul do Irã". Entre os alvos reportados estavam lançadores e embarcações que alegadamente tentavam colocar minas. O Comando Central dos EUA declarou que a ação foi tomada "para proteger as nossas forças de ameaças por parte das forças iranianas".

O IRGC advertiu que retaliaria em caso de violações do cessar-fogo, citando a detecção e interceptação de drones norte-americanos e de um caça F-35 que supostamente teria invadido seu espaço aéreo.

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Além disso, Donald Trump publicou um tuíte instando a Arábia Saudita, o Catar, o Paquistão, a Turquia, o Egito e a Jordânia a aderirem aos "Acordos de Abraão". O presidente também afirmou que as negociações com o Irã "estão indo bem", mas alertou que os EUA poderão retomar as ações militares caso o diálogo fracasse: "Será um ótimo acordo para todos ou não haverá acordo".

Para aumentar a confusão, Donald Trump publicou no Twitter um apelo para que a Arábia Saudita, o Catar, o Paquistão, a Turquia, o Egito e a Jordânia se juntem aos "Acordos de Abraão". O presidente também afirmou que as conversações com o Irã "estão a correr bem", mas advertiu que os EUA poderão retomar a ação militar caso o diálogo fracasse: "Ou será um grande acordo para todos, ou não haverá acordo algum."

Na sexta-feira, o UBS alertou que o mercado petrolífero global apresenta sinais de tensão — os estoques continuam a cair devido às perturbações no abastecimento através do Estreito de Ormuz. Segundo o banco, os inventários globais observados diminuíram 246 milhões de barris em março e abril, e as perdas acumuladas de produção até o final de maio poderão ultrapassar 1 bilhão de barris.

Em suma, as notícias sobre os ataques e a ausência de um processo negocial coerente aumentaram a volatilidade do mercado — o petróleo acabou por disparar, enquanto o UBS alerta que os estoques e os fornecimentos já estão a sofrer reduções significativas.

Andreeva Natalya,
Analytical expert of InstaTrade
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