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Ao mesmo tempo, continuam a aumentar as expectativas de políticas monetárias mais restritivas por parte dos principais bancos centrais globais, em resposta às persistentes pressões inflacionárias, criando um cenário desfavorável para o ouro.
Segundo a Reuters, um representante dos Estados Unidos afirmou que as forças armadas americanas realizaram novos ataques em território iraniano na quarta-feira, visando uma instalação considerada uma ameaça ao pessoal militar dos EUA e à navegação comercial no Estreito de Ormuz. Também foi informado que forças americanas interceptaram e destruíram vários drones iranianos que representavam risco semelhante.
Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou insatisfação com os atuais termos das negociações com o Irã e destacou que não existe urgência para concluir um acordo, reduzindo assim as probabilidades de uma solução diplomática no curto prazo para o conflito em curso.
Paralelamente, as divergências contínuas entre Estados Unidos e Irã em relação ao programa nuclear iraniano e ao controlo do Estreito de Ormuz continuam a sustentar o prêmio de risco geopolítico, o que fortalece o dólar norte-americano e aumenta a pressão sobre o ouro.
Enquanto isso, os acontecimentos recentes contribuíram para uma recuperação moderada dos preços do petróleo, após a commodity ter atingido o nível mais baixo em mais de três semanas.
Isso intensificou as preocupações com a inflação impulsionada pela alta dos preços da energia e reforçou as expectativas de novos aumentos das taxas de juros. Segundo a ferramenta FedWatch, da CME Group, os participantes do mercado estimam atualmente em cerca de 50% a probabilidade de um aumento de 25 pontos-base por parte do Federal Reserve até o final deste ano, enquanto a probabilidade de um movimento semelhante em janeiro de 2027 aproxima-se de 60%. Essas expectativas são reforçadas por comentários mais hawkish de vários membros do FOMC, que provocaram uma nova alta nos rendimentos dos títulos do tesouro dos EUA. Esse fator também fortalece o dólar norte-americano e aumenta a pressão sobre o ouro, por se tratar de um ativo que não oferece rendimento.
Os participantes do mercado continuam atentos à divulgação de importantes indicadores macroeconômicos dos EUA, incluindo a estimativa preliminar do PIB do primeiro trimestre e o índice de preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE). Este último é o indicador de inflação preferido do Federal Reserve e desempenha um papel central na formação das expectativas sobre a trajetória futura das taxas de juros. Como consequência, a divulgação desses dados poderá fortalecer a procura pelo dólar durante a sessão norte-americana.
Ao mesmo tempo, novos desdobramentos na situação geopolítica continuarão a influenciar os mercados financeiros globais e a manter a volatilidade elevada, afetando os preços do ouro.
Do ponto de vista técnico, o par XAU/USD mantém uma tendência de baixa no curto prazo, sendo negociado abaixo da média móvel de 200 dias. O Índice de Força Relativa (RSI) permanece próximo do nível 35, sinalizando uma demanda fraca. Ao mesmo tempo, o indicador MACD também permanece em território negativo, indicando o predomínio do momentum de baixa.
O preço se prepara para testar o suporte próximo ao nível de US$ 4.350, confirmando mais uma vez a quebra abaixo da importante média móvel de 200 dias. Uma consolidação firme abaixo desse nível abriria caminho para perdas mais acentuadas.
Por outro lado, as tentativas de recuperação provavelmente encontrarão resistência perto do nível de US$ 4.450. Uma quebra acima desse nível permitiria que o preço atingisse a SMA de 20 dias em torno de US$ 4.580, seguida pela SMA de 50 dias perto de US$ 4.650, que funciona como uma zona de oferta mais forte.