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Rumores de um acordo entre os EUA e o Irã levaram o S&P 500 a novas máximas históricas. Uma notícia exclusiva da Bloomberg indica que o acordo estenderia o cessar-fogo por 60 dias e reabriria completamente o Estreito de Ormuz no prazo de um mês. A redução do risco geopolítico, os resultados corporativos extraordinários — sobretudo dos fabricantes de chips — e a volatilidade controlada estão permitindo que o mercado acionário surpreenda positivamente os investidores.
A Yardeni Research defende que o rali do S&P 500 é impulsionado por resultados excepcionais, e não por especulação. O mercado não está em uma bolha, e um P/L projetado de 22 parece razoável. A empresa criou o termo FEMO (fabulous earnings momentum ou "forte impulso dos lucros") — para substituir o FOMO (fear of missing out, ou "medo de ficar de fora"). A Yardeni prevê que o índice amplo poderá atingir 10.000 pontos até o final da década, o que representaria uma valorização de cerca de 33% em relação aos níveis atuais.
O S&P 500 e a evolução prevista do lucro por ação
O Goldman Sachs compartilha a visão da Yardeni Research. O banco elevou sua meta para o S&P 500 de 7.600 para 8.000 pontos, argumentando que o rali se baseia nas expectativas de lucros corporativos mais fortes após os resultados impressionantes do primeiro trimestre.
A S3 Partners LLC aponta os vendedores a descoberto (short sellers) como um possível novo impulsionador da alta. A empresa estima que as posições vendidas agregadas em ações dos EUA e do Canadá tenham aumentado cerca de US$ 100 bilhões desde o final de abril, em meio ao prolongado conflito no Oriente Médio, elevando o total para o recorde de US$ 2,13 trilhões.
À medida que o risco geopolítico diminui com o acordo entre os EUA e o Irã, é provável que os especuladores recomponham suas posições vendidas, o que adicionaria ainda mais força ao movimento de alta do S&P 500.
Dinâmica do Índice de Semicondutores da Filadélfia
Por enquanto, o mercado está obcecado pela compra de ações de fabricantes de chips em meio à escassez global e à alta dos preços. A euforia supera até mesmo o boom das Sete Magníficas. O Philadelphia Semiconductor Index acumula alta de 82% no ano e registrou o melhor desempenho dos primeiros 100 dias de sua história. O recorde anterior datava de 1995, vários anos antes da bolha das empresas ponto-com.
As ações da SanDisk valorizaram-se 570% em 2026, enquanto a Intel mais do que triplicou de valor. Samsung, Micron Technology e SK Hynix entraram para o clube das empresas com capitalização de mercado de US$ 1 trilhão.
No geral, o sentimento de alta domina os mercados de ações. Os investidores não acreditam que o mercado amplo esteja em bolha. Bancos e gestoras divulgam previsões positivas, e o fechamento de posições de vendas pode ser o próximo catalisador do rali.
Tecnicamente, a tendência de alta do S&P 500 está a ganhar força no gráfico diário, visível na abertura crescente entre os preços e as médias móveis. O foco tático continua a ser comprar em repiques rumo ao objetivo previamente indicado de 7.700. Os níveis de suporte chave são os pivôs em 7.460 e 7.415.