Bitcoin registra a maior perda diária em dois anos, com o fundo do poço ainda por atingir
O Bitcoin registou a maior perda diária em dois anos, mas os indicadores on-chain ainda não apontam para um fundo cíclico, segundo análise da CryptoQuant. A correção atual difere de forma significativa das fases finais dos ciclos de baixa observados em 2018 e 2022.
Em 5 de fevereiro, os detentores de Bitcoin registaram perdas de US$ 5,4 mil milhões num único dia — o maior movimento desse tipo desde março de 2023. Historicamente, os fundos cíclicos só se formaram depois de o preço cair entre 24% e 30% abaixo do valor realizado do ativo. Atualmente, o Bitcoin ainda é negociado cerca de 25% acima desse patamar.
Os indicadores MVRV e NUPL ainda não alcançaram as zonas extremas de subvalorização que, em ciclos anteriores, antecederam reversões mais duradouras. Mais de 55% da oferta de Bitcoin permanece em lucro, ao passo que, nos fundos de ciclos anteriores, essa proporção caiu abaixo de 50%.
O indicador de fases da CryptoQuant sinaliza uma fase “Bear”, mas ainda não a fase “Extreme Bear”, que historicamente precedeu recuperações mais consistentes. Analistas observam que, em ciclos passados, os fundos demoraram entre quatro e seis meses a consolidar-se após os preços atingirem as mínimas.