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Os preços globais dos alimentos atingiram o maior nível em três anos, com o índice da FAO subindo para 130,7

Os preços globais dos alimentos atingiram o maior nível em três anos, com o índice da FAO subindo para 130,7

Os preços globais dos alimentos atingiram o maior nível dos últimos três anos em abril. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informou que seu índice de preços de alimentos subiu pelo terceiro mês consecutivo, alcançando 130,7 pontos — a leitura mais alta desde fevereiro de 2023.

Segundo a FAO, os principais fatores por trás da disparada foram o conflito envolvendo o Iran e o bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz. A forte alta nos custos da energia convencional levou diversos países a ampliar a produção de biocombustíveis, desviando culturas oleaginosas do mercado alimentício para a produção de combustíveis.

Dinâmica dos setores

Óleos vegetais: o índice avançou 5,9%, renovando o pico registrado em 2022. Óleos de soja, girassol e palma ficaram mais caros devido ao aumento do uso dessas matérias-primas como alternativas para misturas de combustíveis destinados a motores de combustão.Carnes: os preços atingiram um recorde histórico, com alta de 1,2% em abril. O movimento refletiu a escassez de oferta de gado para exportação, especialmente do Brazil.Cereais: trigo e milho registraram avanço moderado de 0,8%. O mercado ainda conta com estoques acumulados de safras anteriores, mas esses amortecedores são considerados temporários.

Perspectivas para 2026

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, alertou para os riscos à próxima safra mundial. Segundo ele, a explosão nos preços dos fertilizantes está levando produtores a reduzirem o plantio de trigo em favor de culturas menos intensivas em insumos, criando uma ameaça estrutural à segurança alimentar.

A agricultura global enfrenta agora um choque duplo: de um lado, interrupções logísticas causadas pelo conflito geopolítico; de outro, a escassez de fertilizantes e produtos agroquímicos.

Analistas esperam que a pressão sobre o orçamento das famílias continue ao longo do restante do ano, já que os alimentos estão se comportando cada vez mais como commodities diretamente ligadas ao mercado de energia nas condições atuais.

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