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Bruxelas tenta ampliar o uso do euro no comércio de energia

Bruxelas tenta ampliar o uso do euro no comércio de energia

A União Europeia iniciou a implementação de uma estratégia abrangente destinada a reduzir a dependência do dólar americano em setores econômicos estratégicos. Ministros das Finanças da zona do euro preparam um plano para ampliar o uso da moeda única em pagamentos internacionais e instrumentos de dívida, com o objetivo de mitigar os riscos associados à dependência excessiva do sistema financeiro dos Estados Unidos.

De acordo com um documento preliminar consultado pela Bloomberg, a Comissão Europeia pretende retomar um diálogo mais assertivo com empresas de setores estratégicos, como energia, matérias-primas, aeroespacial e defesa. Bruxelas planeja persuadir grandes fornecedores de energia a liquidar transações em euros, medida que visa reduzir custos de transação e diminuir a volatilidade para os importadores europeus.

A proposta confere ênfase especial à segurança financeira. Autoridades da UE temem um cenário em que os Estados Unidos possam restringir o acesso à liquidez em dólares em caso de crise global. Como contramedidas, a zona do euro planeja:

oferecer aos parceiros mecanismos alternativos de acesso à liquidez em euros;incentivar países terceiros e empresas globais a emitir títulos de dívida denominados em euros.

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, confirmou que a instituição está a trabalhar para tornar seus instrumentos mais atrativos para bancos centrais fora da União Europeia.

A iniciativa conta com apoio ativo do presidente francês, Emmanuel Macron. A expectativa é que ele apresente medidas para fortalecer o euro como pilar da “autonomia estratégica” europeia na próxima cúpula de líderes da UE, em meio à intensificação da concorrência geopolítica entre Washington e Pequim.

Lagarde ressalta que um uso mais amplo do euro no comércio internacional não apenas reforçaria a posição geopolítica do bloco, como também ofereceria uma proteção natural aos exportadores europeus contra oscilações bruscas na taxa de câmbio do dólar.

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