Os ativos chineses funcionam como porto seguro enquanto o choque no Oriente Médio atinge os mercados de petróleo
Os ativos chineses têm atuado como porto seguro em meio ao conflito no Oriente Médio, com investidores favorecendo o yuan e os títulos do governo mesmo diante da forte alta dos preços do petróleo.
Desde o final de fevereiro de 2026, o índice CSI 300 da China caiu apenas 0,3%, segundo dados de mercado, enquanto Japão e Coreia do Sul registraram quedas de cerca de 6% e 9%, respectivamente, no mesmo período.
Investidores têm utilizado o yuan e a dívida soberana chinesa como instrumentos defensivos. Segundo participantes do mercado, os grandes investimentos do governo em energia renovável e no setor de veículos elétricos ajudaram a estabilizar os ativos, ao reduzir a exposição da segunda maior economia do mundo à importação de combustíveis fósseis.
“Investidores globais estão começando a enxergar os ativos chineses — ações, moeda e títulos — como uma alternativa de proteção”, afirmou Carey Yung, chefe do mercado de dívida da Grande China na Pictet Asset Management. Clarence Li, analista-chefe da T. Rowe Price, acrescentou que o recente desempenho superior dos mercados chineses é tático, mas pode continuar no curto prazo.
As reservas estratégicas de petróleo da China, estimadas em cerca de 1,4 bilhão de barris, também oferecem suporte, segundo o Macquarie Group. De acordo com o banco, esse volume é suficiente para cobrir a demanda interna do país por aproximadamente seis meses, funcionando como um amortecedor contra possíveis interrupções no fornecimento pelo Estreito de Ormuz.