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A economia global corre o risco de sofrer uma crise semelhante à da década de 1970 devido a perturbações no setor energético

A economia global corre o risco de sofrer uma crise semelhante à da década de 1970 devido a perturbações no setor energético

No relatório semanal Global Energy Weekly, analistas da BofA Global Researchdestacaram uma redução crítica no tráfego marítimo na região do conflito no Oriente Médio. Segundo os especialistas, o volume de transporte de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz despencou de cerca de 20 milhões para menos de 2 milhões de barris por dia. Esse cenário representa uma ameaça à economia global, com potencial para gerar uma crise estrutural comparável às grandes disrupções da década de 1970.

As restrições na oferta provenientes do Golfo Pérsico provocaram uma ruptura sistêmica nas cadeias logísticas estabelecidas. O bloqueio prolongado dessa rota marítima impede a entrega física de petróleo a importantes centros de refino. Estrategistas do banco alertam que o mercado pode entrar em uma fase de volatilidade extrema assim que os estoques em trânsito forem esgotados.

Diante da escalada do conflito, a BofA Global Research revisou suas projeções-base para os preços de energia. O preço médio do Brent em 2026 passou a ser estimado em US$ 92,50 por barril, enquanto o déficit global de oferta pode atingir 4 milhões de barris por dia já no segundo trimestre. O mercado começa a apresentar uma divergência crescente entre países produtores, que acumulam reservas, e consumidores, que estão reduzindo seus estoques.

O uso de rotas alternativas, como oleodutos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, compensa apenas parcialmente as perdas. Um déficit prolongado exigirá uma redução forçada na demanda global por energia. Especialistas estimam que seria necessária uma queda média de cerca de 5% no consumo anual para reequilibrar o sistema. A preocupação dos investidores já não se limita aos preços, mas também à disponibilidade física do petróleo.

A cadeia global de suprimentos pode atingir um ponto crítico nas próximas quatro semanas. Os mercados acompanham de perto possíveis intervenções internacionais para restabelecer a segurança do transporte marítimo antes que os estoques de segurança se esgotem completamente. Sem uma desescalada rápida, a escassez de combustíveis nos setores de transporte e petroquímico pode desencadear um cenário de estagflação, comprometendo o crescimento econômico global.

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