A Casa Branca solicita a suspensão da decisão judicial que impede a construção de um novo salão de festas
A administração de Donald Trump apresentou, em 24 de março de 2026, um pedido de emergência ao Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Columbia, buscando reverter uma decisão judicial que suspendeu a construção de um salão de eventos na Casa Branca. Advogados do governo argumentaram que a paralisação das obras deixou a residência presidencial com proteção insuficiente, representando riscos à segurança do presidente e de sua família.
A liminar havia sido concedida anteriormente pelo juiz federal Richard Leon, após uma ação movida pela National Trust for Historic Preservation (NTHP). A organização alegou que a reforma, estimada em US$ 400 milhões, exige aprovação explícita do Congresso e que os procedimentos legais para a modificação de um patrimônio histórico nacional não foram seguidos.
Autoridades da Casa Branca rejeitaram essas alegações, classificando-as como juridicamente infundadas, e afirmaram que o presidente possui plena autoridade para realizar reformas em sua residência oficial. A administração tem um prazo de 14 dias para apresentar recurso e solicitar a suspensão da decisão judicial. Os advogados também questionaram a legitimidade da organização para mover a ação.
O projeto inclui obras de reconstrução na Ala Leste da Casa Branca, que foi parcialmente demolida como parte do programa atual. O edifício original data de 1902 e foi ampliado durante a presidência de Franklin D. Roosevelt. Segundo o governo, a iniciativa faz parte de um plano mais amplo para modernizar instalações importantes em Washington e melhorar os espaços destinados a eventos oficiais.