Investidores franceses recebem incentivos; alemães enfrentam burocracia
O fluxo de investimento estrangeiro direto para a Alemanha caiu para o nível mais baixo dos últimos 17 anos. Segundo um relatório da consultora EY, o número de novos projetos de investimento recuou 10%, para apenas 548 em 2025. A tendência negativa prolonga-se agora pelo oitavo ano consecutivo.
Os analistas apontam vários fatores estruturais que levaram grandes corporações globais a congelar ou cancelar investimentos destinados a projetos na Alemanha:
preços da energia excessivamente altos e aumento dos custos trabalhistas;uma política fiscal restritiva, que reduz a rentabilidade das empresas;procedimentos burocráticos pesados, aliados à falta de reformas estruturais por parte do governo.No ranking europeu de atratividade para investimentos, a Alemanha ficou apenas em terceiro lugar, cedendo a liderança à França e ao Reino Unido.
Henrik Alers, diretor da EY na Alemanha, observa que, embora os mercados britânico e francês apresentem periodicamente sinais positivos, a economia alemã vem apresentando uma tendência de queda há anos. As vendas fracas das empresas e a queda dos lucros em meio à incerteza macroeconômica estão levando companhias estrangeiras a redirecionar capital para jurisdições vizinhas mais flexíveis.