Estados Unidos e China chegam a acordo para uma trégua comercial centrada no petróleo, na aviação e na agricultura
Estados Unidos e China chegaram a uma trégua comercial, com ambos os lados a sinalizarem uma redução mútua de tarifas após a cimeira entre o presidente Donald Trump e o presidente Xi Jinping.
O Ministério do Comércio da China anunciou a criação de conselhos bilaterais para coordenar concessões entre as partes. O foco inicial será o setor agrícola. Ambos os países pretendem eliminar barreiras não tarifárias e reduzir tarifas sobre produtos agrícolas, embora a lista final dos bens abrangidos ainda esteja em negociação.
Um dos pontos centrais do acordo envolve a indústria. Pequim concordou em retomar a compra de aeronaves norte-americanas em troca de garantias firmes dos EUA quanto ao fornecimento contínuo de motores e peças de substituição para a China. Trump também confirmou que a China começará a adquirir petróleo bruto norte-americano como parte do entendimento.
As equipas comerciais dos dois países trabalham agora para concluir a redação jurídica dos acordos.
A distensão económica surge após um período de forte confronto em 2025 e envolve concessões políticas relevantes. O tema mais sensível — os controlos de exportação dos EUA sobre chips de inteligência artificial — ficou fora do pacote e continua sem solução.
Ainda assim, Pequim conseguiu uma concessão diplomática numa das suas principais exigências relacionadas com Taiwan. Horas após o encontro com Xi, Trump advertiu publicamente Taipé contra qualquer declaração de independência, em declarações à Fox News, respondendo diretamente a uma das maiores preocupações chinesas em relação à política externa dos EUA e ao fornecimento de armas à ilha.