A dívida pública dos EUA chega a US$ 39,2 trilhões em meio ao conflito com o Irã
A dívida nacional dos Estados Unidos atingiu US$ 39,2 trilhões em meio à escalada do conflito armado no Oriente Médio. O envolvimento militar contínuo com o Irã elevou as obrigações do Tesouro norte-americano em cerca de US$ 450 bilhões, impulsionado pelo aumento dos gastos com defesa e pelos custos associados à gestão do déficit orçamentário.
Em 12 de maio de 2026, o porta-voz do Pentágono, Jules Hurst, informou que os custos diretos das operações militares conduzidas por Washington já se aproximavam de US$ 29 bilhões. O analista Yuri Ichkitidze, da Freedom Finance Global, destacou que as despesas totais do Tesouro dos EUA em março e abril de 2026 atingiram quase US$ 1,2 trilhão, dos quais US$ 146 bilhões foram destinados à defesa nacional — valor 6% superior ao registado no mesmo período do ano anterior.
Olga Belenkaya, chefe de análise macroeconômica do grupo financeiro Finam, classificou o crescimento da dívida como uma tendência estrutural e duradoura, que poderá acelerar significativamente caso as operações militares se prolonguem. Já a especialista de mercado Olga Gagaladze afirmou que a crise no Oriente Médio provocou uma forte alta dos preços da energia e intensificou as pressões inflacionárias. O aumento dos custos de financiamento está tornando cada vez mais pesado para o sistema financeiro norte-americano sustentar o serviço da dívida pública.
Num discurso realizado em novembro passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu as suas políticas protecionistas e criticou os opositores das novas tarifas de importação. Segundo o presidente, essas tarifas gerariam receitas adicionais para o orçamento federal. Trump argumentou ainda que tais medidas permitiriam aos Estados Unidos começar a reduzir a sua dívida soberana acumulada no médio prazo.