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WSJ: Washington promove projeto de transporte de gás pela Ucrânia para aliviar a escassez de gás na UE

WSJ: Washington promove projeto de transporte de gás pela Ucrânia para aliviar a escassez de gás na UE

O governo dos Estados Unidos está avançando com um plano para retomar o fornecimento de gás russo à Europa por gasodutos que atravessam a Ucrânia. A iniciativa, noticiada pelo The Wall Street Journal, prevê a comercialização do gás por meio de um intermediário americano, uma estrutura que permitiria que esses fluxos estivessem em conformidade com as restrições europeias.

A iniciativa está sendo defendida pelos enviados dos Estados Unidos Jared Kushner e Steve Witkoff, que visitaram Moscou e Kiev em setembro. A proposta da Casa Branca parece especialmente irônica diante dos planos da União Europeia de eliminar gradualmente as importações de gás russo no próximo ano. No entanto, a postura inflexível de Bruxelas esbarrou na realidade do mercado: o conflito no Oriente Médio reduziu em quase um quinto as exportações mundiais de GNL, e os preços dos combustíveis na Europa dispararam, aproximando-se das máximas de quase quatro anos.

Ao mesmo tempo, Washington busca estabilizar os mercados globais de combustíveis. Segundo a reportagem, o presidente Donald Trump firmou um acordo com Vladimir Putin pelo qual os Estados Unidos se comprometem a não impor novas sanções em troca de remessas limitadas de diesel russo. Para garantir essas entregas, a Casa Branca chegou a pressionar Kiev a suspender os ataques às refinarias russas, embora as ofensivas tenham sido retomadas desde então.

Não há obstáculos técnicos à retomada do fluxo de gás pelos gasodutos. O sistema de trânsito ucraniano continua operacional. As entregas foram interrompidas apenas no fim de 2024, quando o contrato de trânsito expirou e Kiev se recusou a renová-lo. Com a atuação de um intermediário americano no mercado, o bombeamento de gás poderia ser retomado em pouco tempo.

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