Hong Kong convida bancos centrais da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) para novo sistema de compensação de ouro e busca alternativa a Londres
Hong Kong convidou bancos centrais de países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota a aderirem a um novo sistema de compensação de ouro, com o objetivo de posicionar a cidade como uma alternativa global a Londres como principal hub de negociação de metais preciosos.
A iniciativa complementa os esforços recentes de Pequim para incentivar detentores soberanos a transferirem suas reservas de ouro para o território continental chinês e integra uma estratégia macroeconômica mais ampla voltada a ampliar a atratividade internacional do yuan como moeda de investimento.
Neste ano, as autoridades de Hong Kong lançaram uma ampla campanha para promover a região administrativa especial como um centro de negociação, financiamento e armazenamento físico de ouro. Um projeto piloto do sistema de compensação, com apoio estatal, está previsto ainda para este ano. A cidade também firmou um acordo formal de cooperação com a Shanghai Gold Exchange e aprovou planos para expandir sua capacidade de armazenamento para 2.000 toneladas métricas nos próximos três anos.
A participação de bancos centrais pode fortalecer significativamente a posição de Hong Kong no mercado, considerando os elevados volumes de ouro físico mantidos em reservas oficiais. Ainda assim, a cidade enfrenta forte concorrência regional. Singapura, por exemplo, também está expandindo sua infraestrutura de cofres e já atraiu instituições financeiras como JPMorgan Chase e UBS para aumentar a liquidez do mercado.
As autoridades monetárias de Hong Kong estão finalizando as especificações técnicas do sistema de compensação, incluindo os padrões aceitáveis de barras de ouro e a lista de moedas para liquidação. A plataforma deve adotar o padrão London Good Delivery (LGD), historicamente utilizado como referência no mercado global de ouro físico.